Quando formatamos um computador com Windows, uma das tarefas mais chatas é reinstalar todos os programas básicos: navegador, ferramentas de desenvolvimento, utilitários, etc.
Recentemente resolvi usar o Winget, o gerenciador de pacotes oficial do Windows, para automatizar esse processo — e o resultado foi melhor do que eu esperava.
Neste post vou explicar o que é o Winget, quando vale a pena usar, os prós e contras, e deixar um exemplo real que funcionou comigo, além de um recurso de atualização automática que achei extremamente útil.
O que é o Winget?
O Winget (Windows Package Manager) é um gerenciador de pacotes nativo do Windows 10/11, mantido pela Microsoft.
Ele permite instalar programas via linha de comando, de forma parecida com apt no Linux ou brew no macOS.
Em vez de:
- abrir navegador
- procurar site
- baixar instalador
- clicar em “Avançar” várias vezes
Você roda um único script e tudo é instalado automaticamente.
Por que usar o Winget?
No meu caso, os principais objetivos foram:
- agilizar a pós-formatação
- evitar esquecer programas essenciais
- padronizar o ambiente de trabalho
- facilitar reinstalações futuras
Para quem trabalha com desenvolvimento, infraestrutura ou suporte técnico, isso faz muita diferença.
Prós do Winget
✅ Já vem instalado no Windows 10/11
✅ Usa fontes oficiais dos softwares
✅ Ideal para scripts pós-formatação
✅ Instalação silenciosa (sem cliques)
✅ Ótimo para ferramentas técnicas
✅ Fácil de manter e repetir em outras máquinas
Contras e limitações
❌ Nem todo software existe no catálogo
❌ Alguns apps da Microsoft Store não aparecem
❌ Drivers, antivírus e softwares grandes ainda exigem site oficial
❌ Não substitui completamente instaladores manuais
Ou seja: Winget não é solução para tudo, mas resolve grande parte do cenário.
Exemplo real: script que funcionou comigo
Após formatar o Windows e instalar os drivers (placa-mãe e NVIDIA), rodei o script abaixo.
Todos os programas listados instalaram corretamente.
# Desenvolvimento
winget install --id Git.Git -e
winget install --id OpenJS.NodeJS.LTS -e
winget install --id PuTTY.PuTTY -e
winget install --id Notepad++.Notepad++ -e
# Utilitários
winget install --id 7zip.7zip -e
winget install --id Microsoft.PowerToys -e
winget install --id WinSCP.WinSCP -e
# Navegadores
winget install --id Google.Chrome -e
winget install --id Mozilla.Firefox -e
Em poucos minutos, o ambiente básico estava pronto.
Um recurso que vale muito a pena: atualizar tudo com um comando
Depois de instalar os programas via Winget, descobri um recurso que achei simples e poderoso:
atualizar todos os aplicativos gerenciados pelo Winget de uma só vez.
🔁 Atualizar tudo de uma vez
winget upgrade --all
Esse comando:
- verifica todos os programas instalados via Winget
- compara as versões instaladas com as mais recentes
- atualiza automaticamente o que tiver versão nova
- ignora o que já estiver atualizado
Se quiser apenas ver o que será atualizado, sem executar:
winget upgrade
E para rodar sem nenhuma confirmação:
winget upgrade --all --accept-package-agreements --accept-source-agreements
Para mim, isso transformou o Winget em algo muito mais útil no dia a dia, não só na pós-formatação.
Quando usar Winget e quando não usar?
Minha regra prática hoje é:
- Ferramentas técnicas (Git, Node, utilitários) → Winget
- Apps do dia a dia (WhatsApp, ChatGPT, Telegram) → Microsoft Store
- Drivers, antivírus, CAD, edição de vídeo → Site oficial
Essa combinação evita erros e economiza bastante tempo.
Vale a pena usar Winget?
Sim, muito.
Ele não substitui todos os instaladores tradicionais, mas é uma das melhores melhorias recentes do Windows, principalmente para quem formata máquinas, trabalha com TI ou quer manter um ambiente padronizado.
Como pesquisar programas no Winget (passo essencial)
Antes de sair instalando qualquer coisa, é fundamental verificar se o programa realmente existe no catálogo do Winget.
🔍 Pesquisa básica por nome
winget search git
Isso retorna todos os pacotes que contêm “git” no nome ou descrição.
🔍 Pesquisa por termo específico
winget search node
Útil quando você não sabe exatamente o nome do pacote.
🔍 Verificando se um pacote realmente existe
Um erro comum é assumir que o nome do programa é igual ao ID do Winget.
Exemplo: ao tentar instalar o Composer PHP, o comando abaixo não funciona porque o pacote não existe no catálogo:
winget install Composer.Composer
Ao pesquisar corretamente:
winget search composer
Percebe-se que não existe o Composer PHP no Winget, apenas outros softwares com “composer” no nome.
👉 Conclusão importante:
Sempre use winget search antes de adicionar um pacote a um script.
Mantendo tudo atualizado no dia a dia com o Winget
Depois de usar o Winget para instalar os programas, percebi que ele não serve apenas para a pós-formatação. Ele também funciona muito bem como ferramenta de manutenção contínua do sistema.
Sempre que quero verificar se existe alguma atualização pendente, basta rodar:
winget upgrade
Esse comando lista todos os aplicativos instalados via Winget que possuem versões mais novas disponíveis, sem alterar nada no sistema.
Quando quero efetivamente atualizar tudo de uma vez, uso:
winget upgrade --all
O processo é simples:
- o Winget verifica todos os pacotes instalados
- compara as versões locais com o repositório
- atualiza apenas o que realmente precisa
- ignora o que já está na versão mais recente
Para quem prefere zero interação (ideal em manutenção ou scripts), é possível rodar de forma totalmente automática:
winget upgrade --all --accept-package-agreements --accept-source-agreements
Isso evita qualquer prompt de confirmação durante a atualização.
Na prática, esse comando substituiu boa parte da minha rotina manual de abrir aplicativos apenas para clicar em “Atualizar”.
Hoje, periodicamente, executo esse comando e mantenho Git, Node, navegadores e utilitários sempre atualizados em poucos minutos.
Esse detalhe faz toda a diferença:
o Winget deixa de ser apenas uma ferramenta de instalação inicial e passa a ser um gerenciador de pacotes de verdade, no dia a dia do Windows.
Para quem gosta de ambientes limpos, previsíveis e fáceis de manter, esse recurso sozinho já justifica o uso do Winget.

